Longe dela-Away From her

Ontem a noite, minha mãe chegou de uma festa e contou que coincidentemente a festa era na rua que mora a mãe da minha madrinha. Dona Célia. Então, minha mãe aproveitou para visitá-la. Chegando na casa, minha mãe ficou bastante surpresa, pois dona Célia não a reconheceu, e perguntou para um dos filhos quem era ela. Dona Célia foi uma amiga da minha mãe de longa data, tanto que minha mãe convidou sua filha para ser minha madrinha de batismo quando eu nasci. 
Dona Célia era uma mulher muito vaidosa, elegante e comunicativa. Lembro dos cafés de tarde que tínhamos quase todos os fins de semana. Sempre tratou minha família muito bem, mas o que houve que esqueceu minha mãe?
Bem, Dona Célia está com Mal de Alzheimer. Ela não lembra só da minha mãe, na verdade, ela não lembra de ninguém.

Minha mãe chegou contando o ocorrido e disse que nós não somos nada. Concordei, pois vivemos cheios de orgulho, vaidades, muitas vezes arrogância, mas amanhã podemos nos tornar mais dependentes do que crianças. Ou então, vivermos muito bem, com as melhores coisas que a vida pode oferecer, viagens, dança, namoros, roupas, perfumes, restaurantes caros,

mas de uma hora para outra perdermos todas as nossas lembranças e viver com a sensação que esquecemos de algo, mas não lembramos o quê. Que triste fim, viver sem memórias.

Assim, ontem mesmo acabei descobrindo um filme chamado Longe dela, Away from her, em inglês. Esse filme é um filme canadense de 2006 que estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto e também foi apresentado no Festival Sundance de Cinema de 2007. O filme foi dirigido por Sarah Polley. Foi produzido por Atom Egoyan.

O filme mostra a vida de um casal de jovens idosos aposentados. Grant( Gordon Pinsent)
 e Fiona( Julie Christie) que vivem na zona rural do Condado de Brant, em Ontário, Canadá. Fiona começa a perder sua memória, e torna-se claro que ela possui o Mal de Alzheimer. Fiona ao perceber que estava com a doença decide se internar em uma clínica de pessoas portadoras da doença. Seu marido reluta no início, pois no primeiro mês, os pacientes devem ficar 1mês sem contato com familiares, como forma de adaptação no internato. O que desespera Grant, pois eles nunca haviam ficado tanto longe da esposa em 44 anos. 1mês mais tarde Grant volta à clínica e sua esposa não lembra mais dele, e ainda se apaixona por outro paciente. O que Grant entende, pois sabe que aquilo faz parte da doença.
Ao longo do filme, Grant reflete sobre o seu casamento, sua infidelidade, suas decisões para a felicidade de Fiona.

É um filme que vale a pena ser visto, pois nos faz refletir sobre nossas atitudes e principalmente dar mais atenção a nossa saúde.

Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer, a doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. Talvez, por isso, a doença tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”.

A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

Seu nome oficial refere-se ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a descrever a doença, em 1906.

Não se sabe por que a Doença de Alzheimer ocorre, mas são conhecidas algumas lesões cerebrais características dessa doença. As duas principais alterações que se apresentam são as placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-amiloide, anormalmente produzida, e os emaranhados neurofibrilares, frutos da hiperfosforilação da proteína tau. Outra alteração observada é a redução do número das células nervosas (neurônios) e das ligações entre elas (sinapses), com redução progressiva do volume cerebral.

Estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

  

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