A Assinatura de Todas As Coisas

Gente,

Eu li este livro em dezembro de 2013. Já até tinha postado uma resenha dele. É um romance da escritora Elisabeth Gilbert, mesma autora do Best Seller; comer, rezar e amar. Lançado em 2013, editora Alfaguara.

Se você tem interesse em ler esse livro, leia somente a sinopse, pois eu conto um pouquinho além. 😉

Na época que li, não gostei muito. Achei a história bem monótona. Diferente da minha vida, pois estou sempre inventando alguma coisa para fazer.

A Assinatura de Todas As Coisas, entrou na categoria de um dos livros mais cansativos que já li. Ganhei esse livro dia 05 de dezembro de 2013, no dia de Sinterklaas( papai Noel na Holanda- esse dia é um tipo de amigo oculto).

Comecei a ler “A assinatura de todas as coisas,” no trem, em uma viagem da Holanda para Bélgica. No dia 18(talvez) de dezembro do mesmo ano, mas achei o livro tão chato que eu não consegui dar sequência à leitura, pois tem uma linguagem muito rebuscada e bastante antiquada, mas é claro, a história se passa no século XIX.

Por esse motivo, eu lia um dia, e depois ficava semanas sem ler, pois eu não tinha me apaixonado pela história.
É um livro de 31 capítulos, em 515 páginas, consegui terminar quase 4 meses depois.
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Sinopse:

A Assinatura de Todas As Coisas, de Elizabeth Gilbert

-Alma Whittaker nasceu na virada dos anos 1800, nos Estados Unidos, filha de um ambicioso botânico que construiu por conta própria uma das maiores fortunas da Filadélfia. Curiosa desde criança, e instruída com rigor pela mãe holandesa, ela aos poucos abraça a mesma devoção do pai e, sozinha, se dedica ao estudo das ciências naturais. Mas algo falta em sua vida. Desiludida no amor, reservada e solitária, Alma conhece um jovem sonhador, exímio desenhista de orquídeas que, assim como ela, é fascinado pelo mundo ao seu redor. Esse é o início de uma intricada e trágica relação, que a levará até os confins da Terra para descobrir não apenas algo sobre ele, mas sobre sua própria natureza.

Tem felicidade para tudo, né?!
Tem gente que encontra a felicidade em um casamento, tem gente que encontra a felicidade em uma aprovação no vestibular, tem gente que encontra a felicidade em um relacionamento, tem gente que encontra a felicidade em um emprego, tem gente que encontra a felicidade em um filho e tem gente que encontra a felicidade em musgos. Sim, musgos, esse foi o caso de Alma Whittaker, personagem de Elizabeth Gilbert, no livro, A Assinatura de Todas As Coisas.

Bem, não gosto de nada que não muda, canso da mesmice e a história deste livro passa ser insuportável quando se observa que a personagem não faz nada de interessante na própria vida. Claro que devemos levar em consideração que é uma história do século XIX, e a mulher em si, tinha pouca mobilização social. Era limitada em suas escolhas e não tinha tantas oportunidades de se tornar independente, mas no caso de Alma, acredito que poderia ter sido um pouco diferente, pois ela era rica e bastante inteligente. Podia se jogar no mundo e fazer acontecer.

No primeiro momento aborda toda a trajetória de vida de Henry Wittaker, pai de Alma, que nasce pobre, mas sua ambição o faz ascender na vida, o transformando em um dos homens mais ricos da época na cidade da Filadelfia, na Pensilvania. Até essa parte do livro achei interessante, mas depois quando entra na parte que aborda a vida da personagem principal, Alma Whittaker, que vive em prol do pai a vida toda, a história se torna desgastante. Achei o livro tão maçante que não conseguia continuar uma leitura freqüente, pois acabava ficando semanas sem lê-lo. Cheguei no 15º capítulo com o pensamento que era um livro chato, mas decidi continuar, pois tinha expectativa de que algo mudaria e Alma revolucionaria a própria vida, então, continuei, cheguei no 31º e último capítulo e isso não aconteceu.

Alma passou vida toda fugindo do seu maior desafio que era ela mesma. Por um momento achei que a história teria um ápice, a parte de desenvolvimento de sua sexualidade na adolescência, quando ela descobriu um livro erótico, em seguida, se apaixonando pelo professor, mais uma decepção. Alma era uma mulher hiper inteligente, rica, mas que não soube aproveitar as maravilhas da vida de uma forma completa, pois amou um homem na juventude, mas nunca teve coragem de dizer, até que ele se casou com sua melhor amiga, que embora, parecesse louca, mas não deixava de fazer o que desejava, essa mesma amiga foi quem fez parte de momentos de verdadeiros risos na vida de Alma. No início da velhice amou e até casou com um homem, com quem nunca conseguiu ter um diálogo claro, e nem um ato sexual, pois ambos compartilhavam de pensamentos diferentes, mas no princípio, ela se iludiu que fossem os mesmos dela. Achava que sua irmã não era uma boa pessoa, mas na verdade, foi a pessoa que a poupou de um sofrimento por amor. Alma morou quase toda a vida com o pai e só decidiu sair de casa depois dos 50 anos, e envelheceu sem nunca ter tido um orgasmo. Deixou uma das maiores oportunidades profissionais da sua vida ir junto com tempo, pois na mesma época que o naturalista, Charles Darwin, publicou teorias, que antes, ela já escrevia.
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Elisabeth Gilbert, autora de “A assinatura de Todas As Coisas” fala que escreveu um livro que gostaria de ler. Sobre sua personagem Alma, ela diz que uma mulher pode não ter uma satisfação plena, mas mesmo assim viver uma vida digna e fascinante.

Desde que a Alma começou a tomar forma na minha cabeça, queria que ela tivesse uma vida rica. Mas sabia que ela não poderia conseguir tudo o que queria. Ela nunca poderia ser satisfeita no mundo em que vivia. Eu não queria escrever um livro que partisse o coração. Queria uma história de redenção. Mas nem tudo dá certo para ela. Há uma outra coisa que queria com este livro, porque sou uma leitora voraz de literatura do século 19: de maneira geral, a personagem feminina só tem dois tipos de final. Ou acaba no bom casamento como em Orgulho e Preconceito, ou sob as rodas de um trem, geralmente por causa de um erro sensual – Daisy Miller ou Anna Karenina. Um erro basta. E sinto que a realidade da vida de mulheres é mais sutil. Nas nossas vidas, a resposta não é ter encontrado o homem certo ou se arruinar. Há muito meio-termo. E essa realidade não está nas representações em romances. A maioria de nós acaba mais ou menos decepcionada, mas tendo uma vida interessante. A mulher pode não ter satisfação plena e ainda viver uma vida digna e fascinante. E chegar à conclusão de que valeu a pena.”

Como um bom marujo não abandona o barco, terminei o livro. Não me arrependo, pois foi mais uma experiência e ir até o final de algo é sempre bom, pois assim se pode ter uma opinião.

O que considerei muito bonito de Alma, foi ela dizer que tinha a consciência que sabia um pouco mais do que ela sabia ao chegar neste mundo, embora, eu não goste de atitudes como as de Alma, de pessoas que não se movem, vivem paralisadas por medo. Eu consegui encontrar uma parte adorável nesse livro, no trecho do último capítulo, quando Alma diz ao cientista Wallace, (cientista que também foi pioneiro em teorias da evolução) sobre suas crenças.

“Acredito que estamos todos de passagem. Acredito que somos meio cegos e cheios de defeitos. Acredito que entendemos muito pouco, e que boa parte do que entendemos está errado. Acredito que não seja possível sobreviver viver à vida__ isso é evidente!__, mas, se dermos sorte, podemos resistir à vida por bastante tempo. Se a pessoa for sortuda e obstinada, às vezes é possível até aproveitar a vida.”

O que podemos aprender com A Assinatura de Todas as Coisas?

Achei bastante interessante como Alma mesmo com poucas experiências na vida e tendo uma vidinha tão feijão com arroz, conseguiu se considerar uma pessoa afortunada na vida. E literalmente, ela foi sim afortunada, pois se tornou herdeira única do seu pai, mas nesse momento ela mostrou seu lado que muitos diriam ser nobre, pois passou toda herança para sua irmã adotiva, Prudence. Irmã essa que dedicou e abandonou todas as vaidades mundanas para se dedicar as causas sociais e vida religiosa.
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Tudo na vida faz parte um aprendizado e que a maior felicidade está dentro de nós, mas que muitas das vezes deixamos de arriscar em algo que é para ser nosso, mas por falta de confiança em nós mesmos deixamos passar. O que acho que aconteceu com Alma.

Leio algumas resenhas de algumas pessoas falando que amou esse livro. E você já leu esse livro?Gostou? Concorda com que eu disse? Comente o que achou.

Até a próxima!!

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