Corra- Get Out

Oi, gente!

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No último fim de semana assisti Corra (Get out). 😊 Vou tentar não soltar spoleirs, pois é um filme que vale ser visto na surpresa. rs

Get Out é um filme de terror americano, lançado em maio de 2017, escrito, coproduzido e dirigido por Jordan Peele. O filme é estrelado por Daniel Kaluuya como Chris Washington, Allison Williams como Rose Armitage, Bradley Whitford como Dean Armitage, Caleb Landry como Jeremy Armitage, Jones, Stephen Root como Jim Hudson
LaKeith Stanfield como Andre Hayworth/Logan King e Catherine Keener como Missy Armitage entre outros.
Get Out estreou no Festival de Cinema de Sundance , em 24 de janeiro de 2017 e foi lançado nos EUA nos Estados Unidos em 24 de fevereiro por Universal Pictures. O filme arrecadou 251 milhões de dólares em todo o mundo contra seu orçamento de 4,5 milhões dólares e recebeu o aclamação universal tanto da crítica quanto do público.

Sinopse:

A história acompanha um final de semana na vida de Chris (Daniel Kaluuya), um jovem afro-americano que visita a propriedade da família de sua namorada. A princípio, Chris vê o comportamento exageradamente hospitaleiro da família como uma tentativa desajeitada de lidar com a relação interracial da filha, mas, no decorrer do final de semana, uma série de descobertas perturbadoras o levam a uma verdade que ele nunca poderia imaginar.

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Bem, não consigo enxergar este filme como um real filme de terror, afinal, eu ri do início ao fim. Lógico que há bastantes cenas de suspense e que às vezes dá até um sustinho, mas achei o filme bem irônico. Conheço algumas pessoas que criticaram o filme dizendo que reproduziu diversos clichês e tals. Em nenhum momento enxerguei desta forma e sim uma reprodução sarcástica da realidade.
Bem, eu gostei muito do filme, pois faz uma crítica inteligente ao racismo institucionalizado.

A família no filme representa o sistema racista e os amigos da família são as pessoas com a mentalidade preconceituosa, ou seja, também racista. O negro até hoje é visto como mercadoria na vitrine e o personagem Chris ao chegar na tertúlia é observado como se fosse um produto sendo avaliado. E no final arremata quem dar mais. No passado uma das justificativas para a escravidão era a força física negra – e o filme também destaca isto.

 

O negro foi seduzido, atraído para aceitar as verdades do colonizador. O mesmo acontece no filme, a namorada   usa a romantizacão para seduzir suas vítimas. Tanto que em uma parte do filme ela aparece buscando sua próxima vítima com a trilha sonora The time of my life, do filme Dirty dancing  – nada mais romântico do que esta música. rs

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O cara negro namorado de uma senhora branca- representa os negros alienados – que realmente passaram por uma lavagem cerebral ao logo da história. E a senhora representa o poder- o capital que controla as pessoas.

O sistema nos coagiu a acreditar desde criança que os negros eram menores e incapazes – um fato explícito no filme é quando o policial branco racista aborda o personagem Chris pedindo para ele se identificar mesmo não tendo sido responsável pelo atropelamento do cervo na estrada. Chris não se defende e permiti que a namorada tome suas dores. Evidencia o calar, a submissão do negro em nossa sociedade.

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O racismo estrutural  induziu o negro a ser sentir ausente de dignidade e a encontrar no homem branco a perfeição e a solução de todos os problemas – nos incitou a negação dos nossos próprios valores, mesmo sabendo que há algo errado continuamos insistindo em acreditar que haverá uma solução vinda do opressor. O medo de encontrar consigo mesmo é grande, não se consegue encontrar a própria identidade. Faz o negro se sentir culpado e ver no opressor o caminho, mas que na verdade é tudo ilusório, pois ninguém além de nós mesmos tem o poder de nos libertar – quando conhecemos nossa história e buscamos o autoconhecimento ( o conhecimento) nada pode nos aprisionar. Podem prender nossos corpos, mas jamais nossas mentes. Chris sabe que há algo errado, mas prefere não confiar em sua percepção e acaba acreditando que a namorada Rose o ama e é tudo que ele tem na vida.

Também podemos identificar o que citei acima como analogia com a realidade este mergulho na psiquê humana – quando a sogra o induz com a hipnose, faz com que ele se culpe pela morte da mãe e fique preso dentro dele mesmo. Não conseguindo encontrar sua própria libertação e nem sua identidade.
O filme destaca tudo isto de maneira bastante sarcástica e intrigante.

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Quando a a sogra o hipnotiza e fala ” Afunde no chão da pia” é totalmente assustador. Porque transmite a ideia de impotência, fragilidade e dor. Nada pode ser feito, pois não é ele quem controla.

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Eu achei graça, mas na verdade nem era para eu achar, rs porque é muito real todas as analogias abordadas. O diretor teve uma ideia de brilhante de pegar um assunto tão recorrente e abordar de uma maneira diferente.  É meio que Black Mirror o filme, sem falar que é  protagonizado por Daniel Kaluuya,  o mesmo ator que fez uma das temporadas da série. ❤

Ninguém é obrigado a gostar de Get Out, mas acredito que nem todo mundo vai conseguir entender realmente ou até  mesmo vai preferir fingir que não entendeu, pois é mais fácil quando nos fazemos de desentendidos. ☺ Eu só mudaria um pouquinho o final, mas mesmo assim hiper indico o filme. rs

E você já assistiu Corra- Get out ? Gostou? Não? Compartilhe aqui sua opinião. Gostaria muito de saber a visão de cada um a respeito.

Vou deixar o trailer legendado aqui:

 

 

Beijo e até a próxima!🤗

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