Flip 2017

Oi, gente!

Hoje iremos falar FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty.

Em 2003, iniciou a  FLIP, desde então, oferece todos os anos  uma festa que é mais que um evento, pois reúne pessoas do mundo todo em prol da cultura.

Em cada edição presta homenagem a um autor brasileiro – uma maneira de preservar, perpetuar, difundir e valorizar a língua portuguesa e a literatura do Brasil.

A FLIP começou dia 26 de julho indo até o dia 30 de julho – dias esses de muita cultura, palestras, saraus, música, dança. Tudo realmente envolvente.

Esse ano a Flip homenageou o escritor brasileiro Lima Barreto. Homem negro, pobre que lutou a vida toda contra o sistema racista e opressor que o impedia de ser reconhecido como um grande nome da literatura na época.

Houve palestras e debates discutindo a obra de Lima barreto e seu papel como cidadão no século XX.

A obra de Lima Barreto passa por um resgate e uma refundação a partir da biografia publicada por Francisco de Assis Barbosa, A vida de Lima Barreto, e da recuperação de seus escritos, feita a partir do acervo pessoal catalogado pelo próprio autor.

O autor torna-se objeto de estudo de intelectuais de referência em diversas áreas da inteligência brasileira, como Antonio Candido, Nicolau Sevcenko, Osman Lins, Alfredo Bosi, Antonio Arnoni Prado, Beatriz Resende e Lilia Schwarcz.

“Por muito tempo Lima Barreto ficou na ‘aba’ de literatura social, e sua obra e trajetória possibilitaram muitos debates sobre a sociedade brasileira. O que eu gostaria, mesmo, é que a Flip contribuísse para revelar o grande autor que ele é. Para além das questões importantíssimas sobre o país que ajuda a levantar, tem uma expressão literária inventiva e interessante, à frente de sua época em termos formais, capaz de inspirar toda uma linhagem da literatura em língua portuguesa”, afirma Joselia Aguiar, curadora da Flip 2017.

“O Lima é o autor de um território. O universo literário dele é determinado pela criação da Avenida Central, do Rio de Janeiro, que estabelece os diferentes graus de distância dos subúrbios com a Zona Sul e o Centro da Cidade”, afirma Mauro Munhoz, diretor-geral da Flip. “O olhar do Lima sobre a variedade de personagens brasileiros – seja nos subúrbios, seja nas regiões centrais – é determinado pela experiência do território onde viveu por quase toda a vida. Desse modo, sendo um grande autor, ele fez valer a máxima ‘Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia’, do Tolstói.”

Lima Barreto que passou por várias injustiças em vida, finalmente, esse ano, teve sua devida homenagem na FLIP. Há um espetáculo teatral que aborda a vida e morte de Lima Barreto – que cita sua participação na Flip.

Entretanto, foi uma experiência bastante gratificante participar da FLIP 2017, pois além de esbarrar com diversos nomes da literatura contemporânea e ouvir palestras enriquecedoras, pude compartilhar minha poesia com pessoas do mundo.

Participei do Slam das Minas RJ/SP.

Para quem não sabe muito bem o que é um Slam, vou fazer uma breve explicação aqui:

Os slams são campeonatos de poesia. Normalmente, os participantes têm até três minutos para apresentarem sua performance – uma poesia de autoria própria, sem adereços ou acompanhamentomusical. O texto pode ser escrito previamente, mas também pode haver improvisação. Não há regras sobre o formato da poesia. O slam foi criado nos anos 1980 em Chicago, nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que a cultura hip hop tomava forma, mas só chegou ao Brasil mais tarde, nos anos 2000.

Participar de slams é sempre bastante desafiador, pois temos três minutos para transmitir a mensagem, que geralmente tem um grito social, com as temáticas  variadas, geralmente abordo a liberdade feminina e a luta pela democracia racial. O que é muito bonito no Slam é que mesmo sendo uma competição ficamos felizes quando uma outra poeta ganha, pois consegue transmitir uma mensagem que você concorda e apoia. No final todos comemoram juntos.

Participei de outros saraus muito bonitos como o Sarau da editora Malê, Sarau Marginow, no Sesc, Sarau poetas ambulantes do Tietê, roda de samba e poesia e visitei a casa de cultura.


Bem, acho que a postagem finaliza por aqui, espero que tenham gostado de conhecer um pouco deste lugar que transborda cultura. Eu adorei e espero em breve voltar para conhecer as praias de Trindade e cominho do Ouro.


E você já esteve em Paraty? Conheceu a Flip? Compartilhe aqui sua experiência.
Um beijo e até a próxima!!💐 🤗

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