Música erudita ou popular?

Oi, gente!

Hoje vamos falar de música. Uma antítese digamos que extrema, mas que vale a pena refletir.

Em uma conversa do WhatsApp, recentemente mandei:

Vivaldi ou Valesca

Strauss ou Sandra De Sá?

Tchaikovsky ou Tati Quebra Barraco?

Beethoven ou Beyonce?

 

E a pessoa que eu estava conversando disse:

“- desculpe, mas os da esquerda, nunca chegaram aos pés da direita. ”

Achei maravilhosa a colocação, mesmo que tenha sido por ironia. Não estou falando de burguesia versus classe ploletária. Se não prestar atenção é o que dá a entender mesmo, mas os ritmos da elite estariam na esquerda.  O que seria muito contraditório. rs

Parece sarcástico, mas se observarmos os grandes nomes que arrebatam a massa estão do lado direito. Não é ironia, observe, que na direita está a Beyonce e ela é ovacionada como queen. Rs

Do lado direito estão cantores que através da arte transmitiram e transmitem um momento da história contemporânea, seus gritos de libertação. E do lado esquerdo estão cantores que transmitiram poesia e que revivem cada vez que são ouvidos. Seria o luxo e  o lixo? Dependerá muito da percepção de mundo de cada um.

Acho bonito quando conseguimos encontrar poesia em tudo e de diferentes formas, pois até no lixão nasce flor. Já cantava Racionais. A arte muitas das vezes não tem explicação e nem sempre agrada.

Acho que realmente Valesca mesmo com suas atitudes que muitos consideram de “promiscuidade” fala muito mais em liberdade em um verso do que o Vivaldi falou em toda melodia.

Sandra de Sá diz meu cabelo enrolado todos querem imitar, em um momento que o preconceito racial era explícito no Brasil, ela com sua canção se identificou como cabelo duro, identidade e resistência. Deu voz a muitos que não puderam ter. Enquanto Strauss fazia a burguesia valsear com seu Danúbio Azul e onde as vozes da primavera eram sempre brancas, em seus “mundos perfeitos.”

Tati quebra barraco canta na minha vida mando eu, vai mandar em outro lugar, enquanto Tchaikovsky toca um cisne branco no lago azul navegar.

Beethoven era surdo, maravilhoso ouvir, mas Beyonce cantou que lugar de mulher, mulher negra  é onde ela quiser e que além de ouvir, vão nos ver, mesmo que sejam surdos e cegos em Formation. Nós vamos arrasar.

Depois da minha reflexão parece até que sou antimúsica clássica.

Gostar de música clássica não é um pecado, inclusive amo, mas temos que ter ciência que música erudita foi tão machista que mulheres foram silenciadas. Hoje, uma dos estilos musicais mais populares no Brasil é o funk, é recriminado, pois também tem seu teor machista com objetificação e hiper sexualização do corpo feminino. Muitos dizem não ter conteúdo.

Mas precisamos entender que o funk é a realidade social de determinados grupos e vozes de liberdade de indivíduos que foram por anos oprimidos. Pobres, negros, favelados, sem escolarização e mulheres sem livre arbítrio.

Música erudita ou música popular? Ninguém é obrigado a gostar de ritmo A ou B, mas vale a pena entender que tudo envolve um meio. Assim as diferenças merecem respeitos. Clássicos são padrões e o mais interessante é quebrá-los.

Tire seu preconceito do caminho que vou passar com minha liberdade.🙂 Agora, que terminamos a postagem, vou confessar que entre um ritmo e outro, em questão de sonoridade, prefiro o erudito, mas nem por isso discrimino o funk, já fiz muito isso na minha fase rock ‘n’ roll , na época de adolescência. Depois de amadurecer, percebi que tudo é a questão de ponto de vista, assim  passei ver tudo de uma forma diferente. E se estou em uma balada até rebolo a raba ao som de funk. Tenho alguns funks na minha playlist. E hiper apoio e admiro a liberdade de expressão. E a Beyonce adoro demais, sexy sem ser vulgar.😊

E aí concorda com a reflexão? O que tem a dizer? Odeia funk? Já tentou enxergar da forma que eu citei? Curte música erudita? Conte aqui e vamos nos entender.🌹🤗

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Foto reproduzida da internet

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