A Língua das Coisas”, curta metragem inspirado na obra de Manoel de Barros

Oi, gente!

Acredito que dezembro será o mês que menos conseguirei postar no blog,😏 pois meus dias estão bastante corridos, mas aproveitando o dia de hoje que tive uma folga, quero compartilhar um filme de um poeta que gosto bastante, ele tem uma pegada surrealista que me deixa encantada, entretanto, infelizmente nos deixou em 2014, o saudoso Manoel de Barros.

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Manoel Wenceslau Leite de Barros, Manoel de Barros, foi um grande poeta contemporâneo brasileiro, nasceu em Mato Grosso, em 1916 e morreu em 2014 –  aos 97 anos.

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Manoel de Barros brincava com as palavras, gostava de invenções verbais e neologismos como “eu me eremito”. Seus versos eram verdadeiras decodificações de experiências cotidianas. Enxergava, transformava e inventava poesia em todas as coisas.

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O filme que venho compartilhar, na realidade é um curta metragem que foi inspirado livremente na obra de Manoel de Barros,

É o A Língua das Coisas – o curta tem duração de 14 minutos, lançado em 2010 e selecionado pelo programa “Curta Criança” do Ministério da Cultura em parceria com a TV Brasil.

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A Língua das Coisas foi exibido e premiado em território nacional e  internacional.
Hoje, não sei porquê, mas dificilmente se pode encontrar o vídeo disponível online, porém, no site Vimeo.com ainda é possível assistir ao curta.

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A Língua das Coisas nos remete à nostalgia da infância, aquela infância que hoje em dia, infelizmente, não se vive mais, saudosismo da inocência em histórias e imaginações que se tinha sobre o mundo.

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A vida hoje não nos permite tanto contato pessoal, grande parte das relações são online, muitas vezes até dentro de casa há uma comunicação constante por WhatsApp ou Facebook mesmo estando no mesmo espaço.

Sendo assim, as  relações se estreitam cada vez mais, crianças já crescem com esse costume, muitos nasceram na geração Z, portanto, já inseridos nessa cultura da distância e da ausência de olho no olho, entretanto perderam e perdem a parte da vida que é a de  aprendizado com os mais velhos.

E no curta podemos ver o resgate deste conhecimento passado de geração para geração como era antigamente.

 

Sinopse:

“Em um sítio, distante de tudo, vivem o menino Lucas e seu avô. O avô só sabe a língua do rio, dos bichos e das plantas. Lucas está cansado da rotina de pescar e das histórias inventadas pelo avô, que diz pescá-las no rio: palavra por palavra.
Um dia, a mãe de Lucas vem buscá-lo para morar na cidade. Mesmo contrariado, o avô o encoraja a ir para aprender a falar língua de gente. Na escola, a nova língua não entra na sua cabeça. Não cabe. E pra piorar, ele começa a escrever uma língua inventada, só dele. Todos pensam que ele tem um parafuso a menos.
Em seguida, sua mãe recebe a notícia da morte do avô. De volta ao sítio, Lucas corre em desespero na esperança de encontrá-lo, na ilusão daquela notícia ser uma história inventada. Mas não é. Desolado, ele se senta a margem do rio, e sem se dar conta, dezenas de palavras são trazidas pela correnteza.”

 

Trailer:

 

Você já assistiu? O que achou? Também gosta da poesia do Manoel de Barros? Comente aí! Bjo 🤗 Até a próxima!⚘

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