Coco – Viva: A vida é uma Festa

A primeira vez que ouvi sobre o filme “Coco”, realmente pensei que tivesse alguma conexão com a Gabrielle Bonheur, a famosa Coco Channel.

Depois descobri que era uma animação, logo imaginei que fosse “boring”, acabei não indo ao cinema, por eu ter um certo preconceito com filmes em animação – de achar que são filmes voltados para o público infantil e vai ter muita “boberinha”, o que é um erro, pois filmes assim, vão muito além de uma simples animação infantil.

No entanto eu ouvi tantos “feedbacks” positivos, que não podia deixar de assistir este filme.

Foi quando assisti “Coco”, e estava muito apreensiva para me emocionar, pois queria viver todos os “feelings” que me disseram ter sentido, no primeiro momento não aconteceu, mas no decorrer da trama, surgiu uma imersão de fantasia, onde passei a fazer analogia entre os personagens e pessoas da vida real.

“A arte imita a natureza”, de Aristóteles.

Em uma livre adaptação para ” A vida imita a arte”. Aristóteles observa que o imitado não são as pessoas e sim a ação. Já o escritor irlandês, Oscar Wilder não satisfeito com a frase do filósofo grego, proferiu que ” a vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida.”

Bem, seja como for, acredito que a arte e a vida andam juntas, entretanto, precisa tocar de alguma maneira, despertar alguma sensação, seja de repulsa ou adoração, pois a arte é vida. Toda obra criada, seja ela “boa ou ruim”, transmite alguma mensagem que fará com que o receptor se afaste ou se aproxime.

E o filme Coco atingiu este objetivo, pois tocou a alma.

“Coco”, no Brasil, ” Viva- A vida é uma festa” é um filme de animação em 3D, da American 3D, produzido pela Pixar Animation Studios, e lançado em 2017, pela Walt Disney Pictures.

Baseado em uma história original de Lee Unkrich , é dirigido por ele e co- dirigido por Adrian Molina. A vozes do filme foram estreladas por Anthony Gonzalez, Gael Garcia Bernal, Benjamin Bratt, Alanna Ubach, Renée Victor, Ana Ofelia Murguía e Edward James Olmos. Sendo todos os atores mexicanos.

Sinopse:

Coco mostra a história de Miguel, um menino de 12 anos, que tem como sonho tornar-se um grande músico, assim como era seu tataravô falecido. Porém, sua família se opõe, principalmente sua avó, que não permite nada que remeta conexão com a música dentro de casa.

Até que na tentativa de realizar seu sonho, Miguel é transportado acidentalmente para o mundo dos mortos, porém, ao chegar no outro lado, ele encontra todos os familiares das fotografias que já haviam morrido, mais tarde Miguel descobre que não consegue voltar para seus familiares vivos. Sendo assim tenta encontrar seu tataravô e receber a bênção dos seus familiares mortos para realizar seu grande sonho.

No início do filme você passa a ter raiva da avó de Miguel, pela severidade e amargura da “velha”, entretanto, se fazermos uma analogia com a vida real passamos a encontrar muitas pessoas com características semelhantes. Devido ter tido experiências ruim no passado, tentam transmitir para gerações futuras.

Coco é um filme culturalmente esplêndido, pois traz toda tradição indígena presente na cultura mexicana.

“Día de Muertos” – dia dos mortos em português que aqui no Brasil acontece somente no dia 02 de novembro. No México inicia no dia 31 de outubro e segue um feriado de vários dias.

É uma festividade que reune familiares para orar e lembrar dos ente queridos que já se foram. Na festividade há muitas comidas, bebidas, decorações e um dos principais, que são as fotografias das pessoas queridas que já morreram. Acredita- se que tendo a foto do ente querido, no ” día de los Muertos”, ele vem festejar visitar e festejar junto com os familiares vivos. É importante ter sempre a fotografia, pois assim os manterá sempre vivo na lembrança.

Realmente este é um filme que recomendo, pois mudou minha concepção sobre caveiras e celebração de finados, pois eu até sabia que existia uma intensa comoção popular no México, porém, não entendia, assim, não via sentido, consequentemente, não tinha significado.

Hoje, despertou em mim a vontade de imergir nesta cultura e vivenciar essa festividade nos feriados que se comemoram no México, pois passei admirar e achar linda esta celebração.

Em 07 de novembro de 2003 a festividade mexicana passou a ser considerada Patrimônio Cultural da Humanidade.

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