Lançamento do livro Mulheres Reais – Linguagens Plurais

O Movimento “Mulheres Reais” (MMR) lança no Rio de Janeiro, a antologia poética “Mulheres Reais: Linguagens Plurais”, pela editora Quártica Premium.

São quarenta poetisas que compartilham através da poesia a existência feminina.

Eu mostro em meus versos a vulnerabilidade que se encontra, a luta e resistência do corpo negro. Ser mulher negra viva em uma sociedade tão racista e machista é um ato revolucionário.

Nada pode nos calar

Quando o segurança aborda, o sistema corta, a polícia mata.
Continua o nó, nada desata.

Te param, revistam. Suspeito.
É racismo estrutural, falta de respeito!

Poema: Sem rótulos

Longboard, vida, liberdade. É preciso equilibrar. Se vejo que vou cair, pulo, mas se caio, sorrio ao levantar.

Gente lerda ou muito lenta consegue me irritar, gosto de aprender, admiro o saber, não gosto muito de procurar, mas já me perdi várias vezes, somente para me achar.

Um trem noturno para Lisboa

No início achei um pouquinho enfadonho, mas depois que entra na história do autor do livro, o filme acaba envolvendo. A trama apresenta parte da história marcada por um regime político autoritário, que causou bastante inquietantação no século passado.  A ditadura de Salazar, em Portugal. Onde ocorreu a revolução dos Cravos, em 1974.

Flip 2017

A FLIP começou dia 26 de julho indo até o dia 30 de julho – dias esses de muita cultura, palestras, saraus, música, dança. Tudo realmente envolvente.

Esse ano a Flip homenageou o escritor brasileiro Lima Barreto. Homem negro, pobre que lutou a vida toda contra o sistema racista e opressor que o impedia de ser reconhecido como um grande nome da literatura na época.

Poema: Menina mulher preta

“Ah Alessandra – acho errado um dia para celebrar o dia da mulher negra, por que não tem o dia da mulher branca?! Somos todas mulheres.”
Ok, concordo que somos todas mulheres, mas infelizmente desigualdade racial ainda é um fato recorrente. Então mulheres negras vem lutando para quebrar as barreiras e alcançar a equidade. A dada foi criada em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana. Assim então, se estipulou que daquele dia em diante seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. Desde então, sociedade civil e governo têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem estas mulheres, explícita em muitas situações cotidianas.