A extrema pobreza no Jardim Gramacho

Mesmo a população de Jardim Gramacho sendo muito pobre, antes, as pessoas tinham uma fonte de renda. Agora, depois que o Aterro foi supostamente desativado,  não mais.

O lixo continua sendo despejado no local de maneira clandestina e famílias vivem em situações de extrema pobreza. Não tendo condições nem de comprar alimentos, moram em meio ao lixo em situação totalmente insalubre.

Onde 91% das casas tem paredes de madeira, 63% dos pisos são de terra batida, 77% das casas entra água pelo telhado quando chove, 93% das casas tem instalações irregulares elétricas, 74% das casas nem sequer tem água encanada e 26% nem banheiro tem.

Devido as condições precárias, famílias vivem com doações de pessoas que se sensibilizam com a situação.

Flip 2017

A FLIP começou dia 26 de julho indo até o dia 30 de julho – dias esses de muita cultura, palestras, saraus, música, dança. Tudo realmente envolvente.

Esse ano a Flip homenageou o escritor brasileiro Lima Barreto. Homem negro, pobre que lutou a vida toda contra o sistema racista e opressor que o impedia de ser reconhecido como um grande nome da literatura na época.

Poema: Menina mulher preta

“Ah Alessandra – acho errado um dia para celebrar o dia da mulher negra, por que não tem o dia da mulher branca?! Somos todas mulheres.”
Ok, concordo que somos todas mulheres, mas infelizmente desigualdade racial ainda é um fato recorrente. Então mulheres negras vem lutando para quebrar as barreiras e alcançar a equidade. A dada foi criada em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana. Assim então, se estipulou que daquele dia em diante seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. Desde então, sociedade civil e governo têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem estas mulheres, explícita em muitas situações cotidianas.