Dia 26 de dezembro inicia a semana do Kwanzaa!

O nome “Kwanzaa” deriva da expressão “matunda ya kwanza”, que significa “primeiros frutos” em swahili, a língua original mais falada entre as centenas que existem na África.

Kwanzaa é a celebração interreligiosa realizada nos Estados Unidos e em outros povos da diáspora africana nas Américas

Lançamento do livro Mulheres Reais – Linguagens Plurais

O Movimento “Mulheres Reais” (MMR) lança no Rio de Janeiro, a antologia poética “Mulheres Reais: Linguagens Plurais”, pela editora Quártica Premium.

São quarenta poetisas que compartilham através da poesia a existência feminina.

Eu mostro em meus versos a vulnerabilidade que se encontra, a luta e resistência do corpo negro. Ser mulher negra viva em uma sociedade tão racista e machista é um ato revolucionário.

Nada pode nos calar

Quando o segurança aborda, o sistema corta, a polícia mata.
Continua o nó, nada desata.

Te param, revistam. Suspeito.
É racismo estrutural, falta de respeito!

Revista Neolatina- Philos – mostra de Poesia Negra Contemporânea

Os textos da Philos, escritos por autores negros do Brasil e de países da África, descrevem a vida diária da população negra em um registro social, antropológico, etnográfico e artístico. Com um olhar penetrante e uma abertura necessária para fazer ecoar as vozes negras de nossa latinidade, a Philos se esforça para atingir um nível de pertinência adequado para estimular o debate sobre as questões raciais no Brasil e no mundo diante das relações e pensamentos que se formam ao avançar de nossas concepções quanto sociedade.

Grandes guerreiros negros do Brasil

É bastante engradecedor  ver o quão forte foram estas pessoas que contribuíram imensamente na formação do povo brasileiro. Logo vemos também, que a determinação feminina no território suburbano já estava muito intensificada com nossos ancestrais,  pois entre muitos líderes estavam mulheres, guerreias que lutaram, existiram e resistiram em prol da liberdade.

Ninguém além de nós mesmos pode libertar nossas mentes

“Enquanto a filosofia que declara uma raça superior não for finalmente e permanentemente desacreditada e abandonada; enquanto não deixarem de existir cidadãos de primeira e segunda categoria de qualquer nação; enquanto a cor da pele de uma pessoa for mais importante que a cor dos seus olhos; enquanto não forem garantidos a todos por igual os direitos humanos básicos, sem olhar a raças, até esse dia, os sonhos de paz duradoura, cidadania mundial e governo de uma moral internacional irão continuar a ser uma ilusão fugaz, a ser perseguida, mas nunca alcançada.”

Poema: Menina mulher preta

“Ah Alessandra – acho errado um dia para celebrar o dia da mulher negra, por que não tem o dia da mulher branca?! Somos todas mulheres.”
Ok, concordo que somos todas mulheres, mas infelizmente desigualdade racial ainda é um fato recorrente. Então mulheres negras vem lutando para quebrar as barreiras e alcançar a equidade. A dada foi criada em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana. Assim então, se estipulou que daquele dia em diante seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. Desde então, sociedade civil e governo têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem estas mulheres, explícita em muitas situações cotidianas.